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terça-feira, 19 de abril de 2011

Virada cultural – um evento não tão bom quanto parecia

Quando vi a agenda da virada cultural de São Paulo, esse ano achei que seria um evento excelente mas algumas coisas me deixaram muito decepcionado. Falhas na organização e um pouco de falta de profissionalismo fazem parte dos pontos negativos, então na minha opinião se fosse para qualificar eu diria que foi um evento mediano.
Sai de casa bastante empolgado pois não é sempre que você pode reunir os amigos pra uma quantidade tão grande de shows gratuitos, encontrei meus primeiros amigos às 7 horas aproximadamente e fomos conhecer os estandes de coisas medievais, essa parte estava de parabéns, os estandes tinham armas e armaduras bem convincentes e para mim que gosto de coisas antigas achei muito legal.
Até o inicio da madrugada eu não tinha do que reclamar e próximo as 2 da manha encontrei outros amigos e nos dirigimos para o palco do rock pois todos nós queríamos ver um dos principais shows da virada, o misfits, antes do show começar estava tudo bem, todos os autofalantes em perfeito funcionamento e os telões transmitindo tudo perfeitamente, mas assim que a banda subiu ao palco o telão teve problemas e as caixas de som que estavam mais distantes do palco pararam de funcionar, ou seja só quem estava bem perto pode curtir o show com a qualidade digna de misfits, eu não fazia parte das pessoas que estavam próximas mas eu e um amigo saímos cortando entre as pessoas e conseguimos ficar numa proximidade bem legal do show.
Mas de qualquer forma achei essas falhas técnicas vergonhosas já que de todos os shows que eu assisti no palco de rock o único que teve grandes problemas foi o do misfits, então para mim faltou profissionalismo da equipe técnica.
Nas laterais do palco estavam as programações dos shows e lá estava o nome do P.O.D banda que havia cancelado sua turnê na América do Sul na semana passada com tempo o suficiente para que a organização informa-se o publico, o único aviso deste cancelamento foi por twitter o que eu acho um desrespeito já quem nem todos possuem twitter, muitos amigo me ligaram pra perguntar sobre o show pois no site oficial ainda constava que o P.O.D estava confirmado.
Um numero enorme de pessoas desavisadas foram para ver P.O.D, todos felizes afinal estava confirmado, mas não puderam ver e a culpa da decepção era da organização que não colocou em seu site que o show foi cancelado.
Também achei o numero de banheiro de algumas áreas insuficientes pois dependendo do tipo de evento que rola o publico é bem maior então ficávamos um tempo muito grande nas filas para usar o banheiro.
Mas também tiveram alguns pontos positivos mas esses nada tem a ver com a equipe de organização da virada mas sim da qualidade e profissionalismo de algumas bandas um exemplo disso foi o Texas hipie coalision uma banda desconhecida que conseguiu cativar o publico do inicio ao fim de sua apresentação inclusive com direito ao hino nacional brasileiro solado na guitarra, o que mostra o nível e o respeito que essa banda tem pelo seu publico.
Outro destaque foi o Frejat que conseguiu agitar o publico muito bem, todos cantavam pulavam e se divertiam com ele no palco, foi o melhor show nacional que eu assisti ali, infelizmente perdi o do sepultura mas ouvi falar que também estão de parabéns pois ficou muito bom junto com a orquestra.
Bom é isso, que este ano sirva de lição para os organizadores e que no próximo ano eles corrijam essas falhas que para mim não são falhas pequenas.

e pra terminar uma boa noticia para os fãs do p.o.d  a tour vai acontecer em novembro, o que vai ser otimo pois teremos CD novo em Setembro

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Falando de liberdade

como todos já devem ter percebido não sou de postar textos que não sejam meus.
mas as vezes podemos e devemos abrir exceções, estava conversando com um amigo no twitter que me mostrou um de seus textos e achei que é um texto que merece atenção. então com a devida permissão estarei postando o texto que fala sobre liberdade espero que gostem......

Liberdade, liberdade, liberdade…

Liberdade. Segundo o Aurélio, quer dizer: Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem. Infelizmente esse direito tem sim batido de frente com o direito alheio, não mais se fala em liberdade pra um bem comum, mas sim para um “bem” egoísta que não passa de luxo próprio. Saiba, por hora, que há gente cansada de escutar discursos moralistas sobre essa tal Liberdade, na qual estamos privados de fazer o que julgamos ser atos de verdadeira liberdade.

O sentimento livre não está somente naquilo que somos obrigados à não fazer ou de opções que somos impedidos de escolher. Por um lado, liberdade em extremo também não é bom. Como a visão, luz demais nos cega tanto quanto a falta total dela. 

Liberdade é em si, de acordo com as realidades. Uma pessoa que nasceu em “berço de ouro”, certamente não vai crer em liberdade, do mesmo jeito que um Suburbano de classe baixa (Seria Hipocrisia tentarmos aceitar uma igualdade entre todas as partes). Liberdade para mim, também tem a ver com felicidade. Uma pessoa que vive uma rotina diária que se julga feliz, para mim ela é livre, dentro da concepção de liberdade dela. Pode até soar estranho, mas é o mesmo que perguntar à algum religioso se ele é livre e com certeza ele vai responder que sim, já essa resposta na visão de algum Agnóstico ou Ateu, será totalmente contraditória e sem sentido.

Por fim, devemos respeitar para alcançarmos o mínimo de liberdade que buscamos, não nos importar com o que não nos diz respeito é (para mim) um dos primeiros passos. 

Liberdade é liberdade em qualquer sentido, em qualquer concepção, basta levarmos em conta a realidade de cada um, ou vai aceitar a sua realidade como se fosse a única possível?


escrito por Marco
@stayxfreex obrigado pelo texto

quarta-feira, 30 de março de 2011

TPP - Transotorno de preconceito popular - esse transtorno tem que acabar

Não sei se é por acaso ou se existe uma razão especifica, mas depois que comecei minha faculdade de psicologia fiz muitas amizades com pessoas que possuem algum tipo de transtorno psicológico, em sua maioria são bipolares ou borderlines e alguns depressivos, mas tenho que assumir que os transtornos que mais me chamam a atenção são os dois primeiros inclusive eu e  meu grupo dos primeiros anos de faculdade fizemos um trabalho sobre isso no qual fomos muito bem, provavelmente por já ter conhecimento sobre o tema.
 Mas algo que incomoda a mim e as pessoas do meu convívio que possuem algum tipo de transtorno é o preconceito pela maneira com que são tratadas.
Talvez por falta de conhecimento ou por levarem em consideração os casos relacionados ao assunto divulgados pela mídia, grande parte da população tem pra si que portadores de transtorno de humor são altamente violentos e devem ser evitados e até mesmo excluídos dos círculos sociais.
infelizmente já vimos isso antes, por exemplo com as pessoas que possuem o vírus da AIDS, as pessoas tem medo e tudo isso acontece por falta de informação, todas as pessoas que conheço e possuem algum tipo de transtorno são incríveis.
São pessoas carinhosas super inteligentes e são praticamente normais a não ser pelo fato de às vezes estarem deprimidas, mas nunca fui agredido de nenhuma forma pelo contrario essas são as pessoas que sempre estão prontas pra me ouvir quando preciso.
Temos que mudar essa visão de que se alguém tem um transtorno temos que evitar contato pois elas são “violentas” isso é ridículo, vejo mais casos de violência entre pessoas digamos “normais” do que nas pessoas com transtornos.
Pessoas “normais” são muitas vezes preconceituosas enquanto os bipolares e borderlines entre outros sofrem com esse preconceito, o que seria uma desculpa perfeita para agir com preconceito em outras áreas e no entanto não são.
 Quando é que vamos aprender a conhecer as pessoas pelo que são e não pelos problemas que tem, os transtornos psicológicos não são um problema grave. Grave é o transtorno social chamado preconceito, vamos parar de olhar as pessoas como doentes ou algo assim pois são pessoas normais e merecem todo o nosso respeito
agradeço a Camila L pelas dicas

segunda-feira, 21 de março de 2011

Uma lição de vida – filme O Solista

Nesta ultima semana graças a uma conjuntivite tive tempo de sobra pra jogar vídeo game e assistir filmes, preferia trabalhar mas tudo bem.
Um dos filmes que assisti foi o solista, uma bela historia baseada em fatos reais, o filme conta a historia de um colunista de jornal que no meio da trama conhece um rapaz que mora na rua, poderia ser apenas mais um entre vários  moradores das ruas de los Angeles se não fosse o fato de tocar violino como um profissional, mesmo tendo apenas duas cordas.
Não vou contar todo o filme por que se não perde a graça, mas pude tirar uma grande lição desta historia.
Muitas vezes o melhor que se pode fazer por alguém é apenas ser amigo, às vezes queremos mudar as pessoas e muitas vezes não é isso que precisa ser feito.
Foi o que o jornalista do filme descobriu, que aquele rapaz com seu violino não precisava de nada alem de uma amizade verdadeira.
Muitas vezes julgamos achar o que é melhor para alguém, queremos criticar pessoas por serem diferentes de nós, queremos influenciar o modo de falar a forma de se vestir e mudar os comportamentos, mas às vezes o certo seria deixar de lado tudo isso e ser apenas um amigo pronto a ouvir e ajudar
Assista o solista pois é uma historia que vale a pena

quarta-feira, 9 de março de 2011

Uma outra realidade

Este final de semana comecei os estágios para a faculdade, eu e um grupo de amigos começamos a acompanhar os trabalhos de uma casa abrigo para moradores de rua, de inicio é algo bem impactante.
Muitos deles ainda conseguem manter uma conversa normalmente mas muitos outros não sei se pelos traumas ou pelos excessos de drogas ou qualquer outra coisa tem dificuldades para se expressar através da fala.
Por mais que eu tenta-se não consegui de lado a sensação que senti desde que entrei naquele lugar, uma mistura de dó com algum outro sentimento que não sei bem qual é.
É difícil encarar nos olhos pessoas que sofreram tanto e que talvez ainda sofram não por levar a vida que lava mas pelo abandono e descaso dos familiares, em muito o que podíamos ver era o desejo de ser ouvido, ser notado.
Se distraiam facilmente com livros e imagens coloridas e contavam historias sobre um passado muito distante. Um em especial, apesar de quase não conseguir falar direito graças à falta dos dentes, contou historias típicas de pessoas do interior fazenda, rodeios e coisas assim.
Ainda me sinto indignado triste incomodado com tudo que vi. E espero que isso possa me tornar mais consciente, sábado estarei lá novamente ouvindo novas historias tentando mostrar para eles que alguém se importa.
Vou continuar tentando entender a realidade desses esquecidos e que isso possa me fazer um ser-HUMANO melhor, que eu possa aprender a estender as mãos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Aprendendo com DR HOUSE - tornando-se um ser humano melhor

Acho engraçado como às vezes podemos aprender lições das formas mais variadas inclusive assistindo o seriado HOUSE. Acho que todos conhecem o Dr House estrelado por Hugh Laurie, um medico excelente mas com um mau humor e um sarcasmo um tanto quanto exagerado.
Mas ontem assistindo ao episodio em que o personagem é liberado do hospital psiquiátrico onde esteve internado para poder parar com seu vicio em vicodim, e pude ver uma pessoa diferente. Com isso percebi o quanto alguns acontecimentos podem mexer com as pessoas, aquele medico graças a um romance casual e a um psicólogo muito insistente se tornou alguém melhor, pela primeira vez ele desceu do pedestal e tratou pessoas como iguais a ele.
Nos podemos pegar isto como exemplo, o que eu tenho pra ser melhor que as outras pessoas, seria a cor da minha pele, o pais onde vivo ou minha fé crista, provavelmente não então por que as pessoas se importam tanto com estas diferenças sendo que todos tem o sangue vermelho e diante de Deus somos todos iguais.
Muitas vezes pensamos que somos melhores por que tenho um ótimo emprego ou um carro novo, ser humano parece ter a necessidade e ser melhor que os outros sedo que entre um ser humano e outro quase não há diferença e as que existem não mudam em nada quem somos.
O que diz quem eu sou é meu caráter então por que levar detalhes tão insignificantes em conta?. Por que o ser humano não pode simplesmente viver em paz deixando de lado todo esse preconceito se quando morrermos vamos todos pro mesmo lugar, já passou da hora de olharmos mais pra fora de nosso ego e enxergar o próximo como alguém merecedor de amor e respeito.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O poder do questionamento

Duas coisas me fizeram parar para pensar nesse assunto, uma é o filme matrix e outra mais antiga ainda é o mito da caverna (Platão), se o questionamento muitas vezes pode ser tão poderoso a ponto de mudar nossas concepções e nosso modo de agir, por que hesitamos tanto?
O filme nos mostra o personagem Neo que teve que escolher entre conhecer a verdade ou continuar com sua “verdade” ilusória, ele escolheu a verdade. E no Mito da Caverna vemos um personagem que começa a se questionar se as sombras na parede eram reais ou se havia algo alem disso, e o personagem descobriu um mundo muito mais amplo e verdadeiro.
Todos os dias temos a mesma oportunidade, a oportunidade de questionar, mas por que às vezes preferimos continuar com as mesmas ideias que às vezes são tão antigas que já não se sabe a quem pertenceu.
Às vezes vejo professores que se formaram há muito tempo a trás e continuam com as mesmas ideias, não se atualizam, não percebem que há muito tempo sua linha de pensamento já não faz mais sentido e insistem em tirar dos livros aquilo que já deveria estar no museu.
Talvez seja essa falta de questionamento que faça as coisas serem como são, ninguém se questiona sobre a forma correta de se fazer política e por isso os políticos continuam em seus tronos ganhando suas fortunas em cima do povo, hoje temos presidentes mas olhamos para Brasília e podemos ver um castelo chio de reis e príncipes que se dão bem enquanto o povo mendiga seus salários que quase não pagam as contas e impostos.
Ao invés de sermos ensinados a aceitar ideias deveríamos aprender a questionar desde pequenos imagina a revolução que não seria se um garoto de  8 anos começa-se a questionar a professora para que ela explicasse por que 2+2=4 e não aceitasse um por que sim como resposta.
Teríamos ai uma revolução na humanidade, faríamos políticos mais humanos, professores mais capacitados, lideres que não dariam ordens mas pediriam favores e seus funcionários obedeceriam não pelo medo mas por gostar de trabalhar para este líder.
Mas enquanto essas coisas não acontecem fico aqui com meus questionamentos aprendendo um pouco a cada dia e esperando que outros façam o mesmo

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

prove e veja

Na Universidade de Chicago, Divinity School, em cada ano eles têm o que chamam de “Dia Batista”, quando cada aluno deve trazer um prato de comida e ocorre um piquenique no gramado. Nesse dia, a escola sempre convida uma das grandes mentes da literatura no meio educacional teológico para palestrar sobre algum assunto relacionado ao ambiente acadêmico.

Certo ano, o convidado foi Paul Tillich,13 que discursou, durante duas horas e meia, no intuito de provar que a ressurreição de Jesus era falsa. Questionou estudiosos e livros e concluiu que, a partir do momento que não existiam provas históricas da ressurreição, a tradição religiosa da igreja caía por terra, porque estava baseada num relacionamento com um Jesus que, de fato, segundo ele, nunca havia ressurgido literalmente dos mortos.

Ao concluir sua teoria, Tillich perguntou à platéia se havia alguma pergunta, algum questionamento. Depois de uns trinta segundos, um senhor negro, de cabelos brancos, se levantou no fundo do auditório: “Dr Tillich, eu tenho uma pergunta, ele disse, enquanto todos os olhos se voltavam para ele. Colocou a mão na sua sacola, pegou uma maçã e começou a comer... Dr Tillich... crunch, munch... minha pergunta é muito simples... crunch, munch... Eu nunca li tantos livros como o senhor leu... crunch, munch... e também não posso recitar as Escrituras no original grego... crunch, munch... Não sei nada sobre Niebuhr e Heidegger... crunch, munch... [e ele acabou de comer a maçã] Mas tudo o que eu gostaria de saber é: Essa maçã que eu acabei de comer... estava doce ou azeda?

“Tillich parou por um momento e respondeu com todo o estilo de um estudioso: ‘Eu não tenho possibilidades de responder essa questão, pois não provei a sua maçã’.

“O senhor de cabelos brancos jogou o que restou da maçã dentro do saco de papel, olhou para o Dr. Tillich e disse calmamente: ‘O senhor também nunca provou do meu Jesus, e como ousa afirmar o que está dizendo?”. Nesse momento, mais de mil estudantes que estavam participando do evento não puderam se conter. O auditório se ergueu em aplausos. Dr. Tillich agradeceu a platéia e, rapidamente, deixou o palco”.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Onde esta o amor ao próximo?

Podem achar que escrevo esse texto por estarmos próximos do natal época onde as pessoas lembram do amor. Para se esquecer de novo no inicio do ano, mas a verdade é quer tenho ficado indignado com algumas noticias que tenho lido e não posso me calar diante disso.
Já parou pra pensar em quantas crianças estão indo dormir sem ao menos ter um copo de leite para enganar o estomago, quantas crianças que há dias não vêem um prato de alimento e morrem por não terem o que comer, não quero dizer que você deve tirar do alimento de seus filhos para dar aos outros ma já parou pra imaginar quanto alimento é jogado no lixo todos os dias. Será que isso não seria útil a alguém?
Os políticos querem aumentar seus gordos salários mas quanto será que eles enviam para alimentar crianças na áfrica ou para construir casas no Haiti?
Todos os dias vemos noticias sobre a miséria mas o ser humano já não é mais assim tão humano, fico indignado ao ver noticias de igrejas fazendo mega templos com preços elevadíssimos ao invés de ajudar a construir vidas.
Um exemplo disso é a igreja universal com seu “templo de Salomão” que vai custar mais de 300 milhões de dólares com pedras importadas de Israel, como se no Brasil não tivesse pedras, tudo isso pra poder olhar e dizer olha só o que eu construí.
Homens de Deus? Para mim não passam de pessoas egoístas querendo inflar seu ego, quer mostrar que é um homem temente a Deus então invista milhões para ajudar os pobres da áfrica e ajudar as pessoas que perderam tudo com o terremoto no Haiti.
Para mim as pessoas que nada fazem e depois vem com seus votos de paz amor e prosperidade para o próximo ano não passam de hipócritas.
E você que esta lendo isso vai ao menos orar para que Deus toque um desses hipócritas cheios da grana para ajudar?

noticia interesante sobre mma

Lutadores buscam dissociar MMA da violência
Anderson Silva e Vítor Belfort, que lutarão em fevereiro, tentam acabar com preconceito. Indagado sobre sua reação ao baterem em seu carro, Belfort brinca: "Se trombar no carro do Pavarotti ele canta uma ópera?"

Com 36 brasileiros sob contrato, o UFC (Ultimate Fighting Championship) tornou o antigo "vale-tudo", hoje MMA (sigla para "Mixed Martial Arts", artes marciais misturadas, em português), um esporte altamente rentável. Cada evento, como o que acontecerá em 27 de agosto, no Rio de Janeiro, movimenta entre US$ 15 milhões e US$ 50 milhões. Mas, ainda assim, a preocupação de desvincular o esporte das brigas de rua e da violência em geral é uma preocupação evidente, especialmente para os lutadores.


Futura Press
Belfort (esq.) e Silva lutarão no evento de Dana White (centro) em Las Vegas


Presentes à solenidade na qual foi anunciado oficialmente o UFC Rio, Vìtor Belfort e Anderson Silva insistiram no tema. O primeiro, que desafiará Silva em 5 de fevereiro, em Las Vegas (Estados Unidos), pelo cinturão dos médios, foi o mais incisivo e mostrou bom humor quando um dos repórteres no abarrotado salão do Palácio da Cidade indagou qual seria a reação de Belfort se uma outra pessoa batesse em seu carro. Ele riu:
"Às vezes as pessoas esperam as coisas pegarem lá fora para abraçarem aqui. O UFC conseguiu educar o público e a família em geral, mudar a cabeça das pessoas. Nós, os lutadores, somos humanos, mas as pessoas têm medo de chegar. Então quer  dizer que seu eu trombar no carro do Pavarotti ele canta uma ópera?", ironizou Belfort, fazendo o possível para deixar claro que a pancadaria no octógono, para eles, se chama trabalho.
Enquanto o presidente da marca, Dana White, repetia que os atletas de MMA são os mais preparados do mundo e ressaltava que 44% do público do UFC é feminino, Belfort não se furtou a comentar também a morte por espancamento de um torcedor do Cruzeiro, ocorrida recentemente.
"Esse fato foi torcida de futebol, não tem nada a ver com vale-tudo. Outro dia vi uma manchete dizendo que um lutador de jiu-jitsu tinha espancado alguém. Aí fui ver, era um médico que já tinha praticado jiu-jitsu. Esse tipo de coisa cria uma dificuldade grande para arrumar patrocínio, por exemplo. Eu só faço um pedido: não parem de apoiar esse esporte", disse o lutador, endossado por Royce Gracie, primeiro campeão do UFC numa época em que as lutas eram bem mais extensas, sem intervalos, e o evento seguia formato de campeonato. Atualmente cada lutador entra no octógono apenas uma vez:
"Temos de educar o povo. É como o futebol. Crianças quebram o braço todo ano jogando futebol, quer dizer que é um esporte violento? Não, acontece. Neste esporte, tem um juiz que pode parar a luta, o lutador pode parar a luta a qualquer momento, está tudo sob controle. Isso tudo começou aqui há 75 anos, no Rio, com a minha família, e hoje o UFC está continuando com essa busca", disse Royce.
Confronto em fevereiroConsiderado o melhor do mundo atualmente, Anderson Silva falou em dar exemplo para as crianças e analisou com respeito incomum o duelo com Belfort: " O Vítor foi campeão muito novo, é legal a gente alcançar nossos sonhos. A minha cabeça está muito focada nisso, usar o talento que Deus me deu para mudar as coisas, sendo exemplo para crianças, mudando essa imagem do esporte. Acho que tenho mudado muito nos últimos anos, está sendo bastante importante. Nessa luta mais uma vez vou tentar manter esse foco, essa meta".


(Divulgação)
Prefeito Eduardo Paes levantou cinturão e disse que "não vale tudo"


Belfort rebateu, novamente, com bom humor: " É uma expectativa muito grande e posso garantir é que um brasileiro vai sair campeão!", brincou o lutador. "Estou treinado na minha melhor forma, é a única coisa que posso prometer. É um sacrifício, mas vale a pena. Tenho certeza que será uma luta muito intensa, ele é o melhor do mundo. Tenho me sacrificado para que no dia 5 eu possa fazer uma bela luta".

O prefeito Eduardo Paes, também presente ao evento, entrou no espírito: "Não vale tudo. Isso não tem nada a ver com arruaça, é um esporte, com regra, com disciplina, com dedicação. Queremos ser a porta de entrada para o UFC no Brasil. E tem o aspecto econômico. A cidade vai encher, lotar os hotéis, cobrindo um mês que a gente ainda tinha aberto para um grande evento. Então sejam bem-vindos".